terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Falemos de sexo.


Algumas ideias para conseguir desfrutar plenamente da actividade sexual nesta etapa, com barriga e sem culpas. Já esperada ou de surpresa, a confirmação da gravidez provoca uma alteração significativa na vida de todos os casais, e o caso não é para menos: em pouco tempo, o casal passará a ser uma família.

Como é evidente, a sexualidade não escapa a este fenómeno, e ao longo destas nove luas, em linhas gerais, irá sofrer algumas transformações. Embora existam infinitas modalidades, certas características aparecem como denominador comum em todos os casais.

Vamos por partes: é preciso lembrar que os nove meses que comportam uma maternidade costumam dividir-se em trimestres, dado que cada um deles tem características bem definidas que permitem fazer perfeitamente esta divisão virtual. Sob o ponto de vista sexual, também é possível encontrar diferenças bem claras entre o primeiro, o segundo e o terceiro trimestres.

O primeiro trimestre

Os três primeiros meses de gravidez não são um mar de rosas para a sexualidade. Cerca de metade das futuras mamãs sentem incómodos físicos (enjoos, vómitos, náuseas), aos quais se junta um sono insuportável.

Por outro lado, o impacto da notícia, a interiorização da mulher e o idílio com o seu novo estado e com o filho que vai nascer, colocam-na numa situação de “indiferença” em relação ao mundo exterior e a todos os que estão à sua volta (actividade sexual incluída).

Como se isto não fosse suficiente, aparece o receio do casal de prejudicar o bebé durante o coito, um dos receios mais frequentes que até pode chegar a provocar estados de impotência transitória no futuro pai. Como compreenderão, nesta etapa da gravidez não se vive propriamente num mar de luxúria.

O segundo trimestre

Habitualmente, os obstetras dizem que o segundo trimestre é aquele que mais se parece com o estado de ausência de gravidez, é a chamada “lua-de-mel”, por ser o período mais pleno e menos conflituoso: os incómodos e receios dos primeiros meses ficaram para trás, assim como o fantasma do aborto, e ainda estão longe das preocupações em redor do parto.

No que respeita ao desejo, este tende a incrementar-se, e a actividade sexual recupera o seu ritmo normal. E mais, há mulheres que afirmam que nesta etapa sentem aumentado o seu impulso sexual, mais ainda que antes de ficarem grávidas.

É preciso esclarecer que, quando a gravidez decorre sem problemas, não existe impedimento para continuar com as posições preferidas pelo casal.

No entanto, a gestação pode reactivar as fantasias de todos os tipos, geralmente muito arcaicas e primitivas, que na maioria dos casos incidem directamente sobre o comportamento sexual.

O terceiro trimestre

Na terceira e última parte da gestação, o desejo mais uma vez decresce. Isto não é casual. O parto deixa de ser uma coisa distante, e produz-se um importante mas compreensível aumento da ansiedade, o que faz com que a futura mamã tenha a cabeça “noutro lado”.

A barriga está cada vez maior, de modo que as posições para o coito transformam-se numa espécie de equilíbrio, prejudicando as habituais posturas sexuais. Além disso, a futura mãe sente-se mais pesada e cansada, custa-lhe adormecer, e o bebé a dar pontapés constantemente, como que a dizer “cá estou eu”.

Também pode sentir receio, de que o movimento e o orgasmo possam desencadear contracções. E, já que as mencionamos, é normal que apareçam, e então provoquem um grande susto, mas para a sua tranquilidade (e também da tranquilidade do futuro papá) saiba que não prejudicam o bebé nem existe o perigo de que se desencadeie e parto.

E se for com outra?

Para a futura mamã, um dos receios mais comuns durante esta época é que o seu marido “vá com outra”, mais magra, jovem, e obviamente, não grávida. No entanto, esta fantasia geralmente responde a uma certa insegurança que não depende só do seu estado de gravidez.

Embora custe a acreditar, são muitos os homens que desejam as suas mulheres grávidas inclusivamente mais do que antes, e apesar de alguns admitirem que imaginam manter relações extra-matrimoniais, trata-se de um desejo que responde ao seu sentimento de exclusão a respeito do “evidente casal” mamã-bebé, porque a verdade é que – de maneira evidente – ela leva o seu filho para todos os lugares, enquanto que o papá permanece fora da situação e, segundo o seu ponto de vista, também da sua vida e do seu afecto.

Mas para além de todas as vicissitudes, não é raro que os futuros papás vejam as suas mulheres grávidas atraentes e mais desejáveis do que nunca.

As armas da sedução

Geralmente, embora em alguns momentos permaneça mais escondido, o desejo está quase sempre presente. Pode estimular-se. Como? De tantas maneiras… No entanto, há algumas que nunca falham: quem resiste a um ramo de flores, a bombons ou a um perfume?

Estas são excelentes ferramentas de sedução, especialmente nesta época, em que a mulher necessita de confirmar que o seu marido a ama e a deseja tanto quanto antes.

Quando a barriga começa a incomodar, convém lembrar que a sexualidade não se limita à palavra coito. Também é uma aproximação erótica e amorosa, onde outras alternativas de contacto, como os jogos preliminares e as carícias, entre tantas opções, são mais do que oportunas.

Afinal, estarem “grávidos” não significa estarem doentes. Pelo contrário, é sentirem-se vivos como nunca… Uma verdade insofismável.
lpas.

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