Medo de fantasmas, bruxas, extra-terrestres ou do escuro, são muito frequentes na imaginação das crianças e fazem com que as noites se tornem pesadelos. No entanto, é normal que isto aconteça na infância. As crianças têm uma imaginação muito forte e isso faz com que tudo o que aprendem ou descobrem se torne parte da sua realidade.
Tudo começa, normalmente, por volta dos 7 ou 8 meses, altura em que os bebés começam a estranhar ambientes e pessoas com as quais não estão acostumados. A partir dos dois anos, é comum que a criança comece a ter medo de ser abandonada pelos pais e, consequentemente, de qualquer separação que possa ocorrer.
Mais próximo dos três anos de idade, quando a imaginação da criança se encontra na fase de maior fertilidade, aparecem os medos do escuro, de bruxas, de fantasmas e monstros.
É normal que os pais das crianças com medos se sintam confusos e não saibam como lidar com a situação. Uma boa forma de ajudar a criança a vencer os seus medos, é fazê-la participar na busca de soluções para as suas experiências assustadoras. Por vezes, basta manter uma luz fraca acesa, durante a noite, para que a criança não tenha medo que os monstros apareçam. Se houver algum objecto que crie particular medo na criança, pode tentar resolver a situação mostrando-lho numa situação em que a criança se sinta segura. Mostrar-lhe que não tem medo do objecto pode ser um bom método. Outro método eficaz é a cumplicidade. Os pais podem ajudar os filhos contando-lhes que, quando eram pequenos, também tinham medos.
Lembre-se que os medos do seu filho merecem o maior respeito e fazem parte da vida da criança, embora ela ainda não tenha condições emocionais para enfrentá-los. Não adianta que finja não ter notado que a criança está com medo, nem insistir em dizer que não existe nenhum monstro no local em que a criança pensa que está. Se conversar com a criança acerca deste assunto será mais fácil entender o seu medo e levá-la a revelar de que forma se sente assustada. Verá que o facto da criança sentir confiança para falar acerca do que a preocupa, trará alívio ao pequeno e uma maior aproximação entre si e o seu filho.
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