À primeira vista o nome pode deixar muitas mulheres assustadas, mas não é algo tão grave assim, principalmente para quem almeja ser mãe. Essa condição do útero virado para trás e voltado para a região posterior do corpo, descoberta em exames ginecológicos de rotina, não traz complicação graves durante a gravidez.Segundo Edílson Ogeda, ginecologista do Hospital Samaritano, o útero retrovertido é apenas uma variação anatômica, por isso não traz sérias conseqüências para as mulheres que estão tentando engravidar.
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Há sim uma maior dificuldade, por conta de estarem mais suscetíveis a endometriose - quando o endométrio, camada que reveste o interior do útero, está em locais fora do órgão. Dessa forma, os focos desse endométrio muitas vezes sangram, e assim causam ardências pélvicas. A conseqüência disso é o enrijecimento das trompas. Sem essa mobilidade, a fecundação fica mais difícil, pois é nas trompas que ela ocorre.
De acordo com o Dr Isaac Yadid, diretor do Centro de Medicina Reprodutiva Huntington (RJ) a endometriose afeta 15% das mulheres. "O diagnóstico de endometriose é feito através do exame ginecológico e do ultrassom endovaginal especializado. Para diagnosticar a endometriose profunda, além do ultrassom endovaginal, também recomenda-se a Ressonância Magnética da Pélvis", explica o diretor.
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